Glossário: BitTorrent

Formatos de transmissão de dados Peer-to-Peer (P2P) – de um usuário para outro – existem há tempos. Uma das grandes evoluções nesse sentido na história recente é o BitTorrent que, apesar de lançado em 2001, ainda deixa muita gente coçando a cabeça. Afinal, como é que funciona o famoso “Torrent”?
BitTorrent, ou simplesmente “Torrent”, é um formato proprietário da BitTorrent Inc., criado por Bram Cohen. Utilizando aplicativos clientes, ele é, em poucas palavras, um protocolo para compartilhamento de dados peer-to-peer e, atualmente, um dos maiores geradores de tráfego em toda a internet.
Enquanto formatos tradicionais de download tratam de um usuário baixando de um servidor, o BitTorrent inovou, reduzindo o impacto em uma rede ao permitir que o usuário se conecte com uma série de outros interessados pelo arquivo. Ao conectar seus aplicativos clientes com um arquivo .torrent, o usuário passa a se relacionar diretamente com outros que estão acessando o mesmo arquivo. Cada arquivo .torrent se refere a um download específico, que é baixado em partes, a partir de todos “pedaços” distribuídos pela rede, de maneira não-sequencial. Em outras palavras, pense que um arquivo .torrent seria como um “atalho” para que você se conecte a um grupo de pessoas interessada no mesmo conteúdo.
Aqui, entra uma nomeclatura própria: “Peer” é qualquer conectado no processo; “Seed” é um download completo que esteja sendo disponibilizado, ou seja, quanto mais Seeds um torrent tem, melhor; já “Leecher” é aquele que está baixando o arquivo, mas ou não está compartilhando ao mesmo tempo que faz o download, ou não disponibiliza seu arquivo como “Seed” uma vez finalizada sua conexão. Se tornar um Leecher pode muitas vezes limitar seus downloads, dependendo do caso.
Por essa natureza independente de servidores únicos, a distribuição de arquivos por BitTorrent tende a ter resultados massivos. Em um mercado “oficial”, o BitTorrent é utilizado para distribuir música, filmes e software por grandes empresas. O que acontece é que nem sempre notamos a aplicação. Você sabia, por exemplo, que a Blizzard Entertainment utiliza a tecnologia com um software próprio para distribuir atualizações para games como Diablo III, StarCraft II e World of Warcraft?
A grande preocupação que o BitTorrent traz ao mercado, porém, é que qualquer usuário consegue criar uma distribuição baseada no protocolo, e essa se expande facilmente. Além disso, hoje, vários sites funcionam como servidores e buscas de torrents, em uma verdadeira subcultura baseada em downloads. O problema é que a grande maioria desses são downloads ilegais, gerando um histórico imenso de ações judiciais, como os já conhecidos casos de The Pirate Bay, entre outros sites.
Não só isso, pela natureza ilegal de muitos downloads, eles são utilizados para distribuição de downloads falsos, ocultando Malware de diversas naturezas. Claro, o BitTorrent em si tem uma proteção própria para evitar que um Malware seja distribuído em um arquivo que já está sendo compartilhado, mas isso não impede que o próprio arquivo compartilhado seja uma armadilha.





